Cemitério vertical

A decomposição natural de um corpo, ou a coliquação, tem o necro-chorume como resultado final. Esse produto é um líquido escuro, mal cheiroso, quente e gorduroso que, pela pressão e corrosividade, vasa para o solo, tornando-se o responsável pela sua contaminação e também do lençol freático.

Certamente foi um grande avanço para a preservação do meio ambiente a saída dos sepulcros de dentro da terra para acima do solo. A vantagem é que se dificultou a chegada do necro-chorume ao lençol freático, pelo aumento da distância dos lóculos ao solo. Nesses cemitérios se introduziu um tubo que recolhe o necro-chorume e o conduz a uma caixa de tratamento onde é descaracterizado com soda caustica. A dificuldade é que estes continuam altamente contaminantes e não podem ser descartados na rede pública de esgoto ou retirados por limpa-fossas, por ser crime, devendo ser encaminhados a empresas especializadas e aprovadas para tratamento e condução de produtos venenosos ou contaminantes, com todo o custo que isso gera, como análises, transporte, vistorias, relatórios, comunicações, etc.

Ainda, e mais grave, é que esses tubos muitas vezes são obstruídos por tecidos, madeiras, cabelos e outros, que impedindo a saída líquida vão conter os gases formados com a vaporização. Porém, com o aumento da pressão interna, podem fraturar a sepultura provocando seu vazamento e a inevitável contaminação do solo e do ar com o cheiro característico.

Desvantagens